A competição não é um fator das experiências esportivas, pois reflete valores e objetivos sociais. Desde o nascimento até a morte o ser humano compete pela sobrevivência em todos os setores em que atua família, escola e trabalho, mas é no esporte que ela tem mais evidencia, devido a divulgação e a importância do esporte no atual contexto social. Normalmente o termo competição se refere à ocasião na qual o atleta tem a oportunidade de demonstrar seus atributos, seja em um jogo, uma prova ou um confronto entre dois ou mais competidores.
Na sua forma mais simples de interpretação, a competição esportiva pode ser considerada como momento em que indivíduos ou equipes se confrontam para buscar um mesmo objetivo, ou seja, a vitoria, no entanto para se chegar a ela existem vários fatores que fazem parte de todo processo. O conceito de processo competitivo sob o ponto de vista psicológico também deve ser compreendido para que se possam estabelecer estratégias de trabalho em todos os níveis de preparação. Para se entender melhor a idéia da competição como um processo, tomar-se-á como ponto de referência o modelo conceitual desenvolvido por Rainer Martens, na década de 1970 e que é considerado um dos autores mais importantes no estudo da ansiedade competitiva.
Competir significa enfrentar desafios e demandas que podem, de acordo com muitos aspectos individuais e situacionais, representar uma considerável fonte de estresse para os atletas, dependendo de seus atributos físicos, técnicos e psicológicos. Pode-se considerar que o mesmo acontece também com os outros componentes do contexto competitivo: os técnicos e os árbitros. Na verdade existe um conjunto de fatores que atuam e podem levar o atleta a um rendimento adequado ou não. Resta aos atletas e profissionais do esporte e da psicologia ter conhecimento desses fatores e dos atributos dos atletas para que se lhes proporcione a melhor forma de lidar com tantas variáveis e mantiver um nível de desempenho que lhes permita atingir os objetivos determinados individual e coletivamente.
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segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Entre a psicologia e o esporte: as matrizes teóricas da psicologia e sua aplicação ao esporteNas ultimas décadas a Psicologia do Esporte foi definida
Nas ultimas décadas a Psicologia do Esporte foi definida como um estudo cientifico de pessoas e seus comportamentos em contextos esportivos. Com o crescimento da pratica da Psicologia do Esporte tem transferido a discussão sobre seus fundamentos teóricos para um plano secundário.Para desvendar uma teoria é necessário conhecer mais que as publicações científicas. É preciso a compreensão de seu contexto histórico e desdobramentos do que num momento foi ‘linha’, no sentido de se tornar uma referência de estudos, e depois se tornou ‘crítica’, por apresentar os elementos necessários para uma reflexão e sua re-elaboração.
Ao observarmos atentamente o movimento ocorrido nos últimos 40 anos poderemos perceber que a Psicologia do Esporte acompanhou de perto a dinâmica ocorrida na Psicologia Geral, ou seja, o objeto de estudo foi o ser humano, seu comportamento e subjetividade, no contexto esportivo ou de atividade física. No entanto, a forma de se analisar esse fenômeno seguiu de perto os caminhos e influências ditados pela Psicologia Geral, independente do país onde essa produção ocorreu.
Ao observarmos atentamente o movimento ocorrido nos últimos 40 anos poderemos perceber que a Psicologia do Esporte acompanhou de perto a dinâmica ocorrida na Psicologia Geral, ou seja, o objeto de estudo foi o ser humano, seu comportamento e subjetividade, no contexto esportivo ou de atividade física. No entanto, a forma de se analisar esse fenômeno seguiu de perto os caminhos e influências ditados pela Psicologia Geral, independente do país onde essa produção ocorreu.
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quinta-feira, 19 de novembro de 2009
O imaginário da derrota no esporte contemporâneo
Diante das necessidades impostas aos atletas de alto rendimento, a superação se tornou um principio e um termo recorrente entre aqueles que conseguiram chegar entre os vencedores. O vencedor é lembrado e valorizado pela suplantação do outro;já ao derrotado resta a vergonha pelo objetivo perdido, a confusão da incapacidade e a falta de reconhecimento pelo esforço realizado. A busca pelos melhores resultados deixou de ser superação do próprio limite para se tornar a superação do adversário. Do ponto de vista das grandes competições, leva a desvalorização das medalhas de prata e bronze, prêmios dedicados ao segundo e terceiro lugares, que deixaram de distinções para se tornarem prêmios de consolação ou até mesmo vergonha. A dificuldade que protagonistas do mundo esportivo tem de lidar com a derrota talvez resida na posição que essa condição assumiu na cultura contemporânea ocidental. Sabendo que essa competição obsessiva causa danos emocionais, levando em alguns casos com doping, a corrupção e a trapaça tornaram-se valiosos, para alguns atletas. Entretanto cabe a psicologia do esporte preparara-los para que possam saber como lidar no decorrer de sua carreira com a tão desejada vitória e a tão temida derrota.
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A imaginação da derrota como fonte de estresse no esporte
Nesse trabalho o autor procurou mostrar quais situações relacionadas ao processo competitivo são identificados pelos atletas como geradores de estresse. Competir significa enfrentar desafios e demandas que podem, de acordo com muitos aspectos individuais, representa uma considerável fonte de estresse para atletas, dependendo de seus atributos físicos, técnicos e psicológicos. É através da competição que se descobre os melhores e piores vencedores. Quando se fala de competição, logo vem à mente um jogo, corrida ou um confronto; é o momento no qual o atleta demonstra suas habilidades e capacidade. A competição é muito mais que um único momento, e o processo que envolve múltiplos aspectos que interagem para proporcionar aos atletas melhores condições de atuar. Concluiu- se que a competição como fonte de estresse, qualquer que seja o nível do atleta, podendo influenciar de forma mais marcante o desempenho caso não haja um trabalho especifico para minimizar seu impacto sobre os atletas.
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O imaginário da derrota no esporte contemporâneo
Diante das necessidades impostas aos atletas de alto rendimento, a superação se tornou um principio e um termo recorrente entre aqueles que conseguiram chegar entre os vencedores. O vencedor é lembrado e valorizado pela suplantação do outro;já ao derrotado resta a vergonha pelo objetivo perdido, a confusão da incapacidade e a falta de reconhecimento pelo esforço realizado. A busca pelos melhores resultados deixou de ser superação do próprio limite para se tornar a superação do adversário. Do ponto de vista das grandes competições, leva a desvalorização das medalhas de prata e bronze, prêmios dedicados ao segundo e terceiro lugares, que deixaram de distinções para se tornarem prêmios de consolação ou até mesmo vergonha. A dificuldade que protagonistas do mundo esportivo tem de lidar com a derrota talvez resida na posição que essa condição assumiu na cultura contemporânea ocidental. Sabendo que essa competição obsessiva causa danos emocionais, levando em alguns casos com doping, a corrupção e a trapaça tonaram-se valiosos, para alguns atletas. Entretanto cabe a psicologia do esporte preparara-los para que possam saber como lidar no decorrer de sua carreira com a tão desejada vitória e a tão temida derrota.
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quarta-feira, 18 de novembro de 2009
CONFLITOS VIVENCIADOS POR ATLETAS QUANTO À MANUTENÇÃO DA PRÁTICA ESPORTIVA DE ALTO RENDIMENTO
RESUMO
O objetivo deste trabalho foi o de investigar os conflitos vivenciados por
jovens atletas, quanto à manutenção da prática esportiva como uma
atividade prioritária em suas vidas. Este estudo foi desenvolvido a partir
da identificação de fatores que indicassem a existência desses conflitos,
durante o processo de acompanhamento psicológico desenvolvido com
uma equipe feminina de voleibol composta por 17 jogadoras e com 10
atletas de esportes individuais. Os sujeitos tinham em média 18 anos de
idade. Os dados acerca do fenômeno psicológico investigado foram
coletados ao longo do acompanhamento psicológico realizado com estes
atletas, sendo que este processo psicológico teve a duração de no
mínimo quatro meses e no máximo dois anos. Foram realizadas
intervenções psicológicas semanais com os atletas estudados. Nessas
sessões realizaram-se reflexões, tendo o esporte como foco central do
trabalho. As sessões eram realizadas individualmente, com a
periodicidade de uma sessão de uma hora por semana, com exceção
das atletas de voleibol, que faziam uma sessão de grupo por semana e,
eventualmente, eram atendidas individualmente. Foi possível identificar,
a partir desta pesquisa, que em um determinado momento da vida, é
comum que ocorra um conflito com relação ao desejo manifesto pelo
esporte. Este conflito pode estar relacionado à ausência de objetivos,
falta de perspectiva no esporte e afastamento do prazer inicialmente
proporcionado pelo esporte. As renúncias que são necessárias para ser
um atleta competitivo também exercem um papel importante na
formação desses conflitos.
O objetivo deste trabalho foi o de investigar os conflitos vivenciados por
jovens atletas, quanto à manutenção da prática esportiva como uma
atividade prioritária em suas vidas. Este estudo foi desenvolvido a partir
da identificação de fatores que indicassem a existência desses conflitos,
durante o processo de acompanhamento psicológico desenvolvido com
uma equipe feminina de voleibol composta por 17 jogadoras e com 10
atletas de esportes individuais. Os sujeitos tinham em média 18 anos de
idade. Os dados acerca do fenômeno psicológico investigado foram
coletados ao longo do acompanhamento psicológico realizado com estes
atletas, sendo que este processo psicológico teve a duração de no
mínimo quatro meses e no máximo dois anos. Foram realizadas
intervenções psicológicas semanais com os atletas estudados. Nessas
sessões realizaram-se reflexões, tendo o esporte como foco central do
trabalho. As sessões eram realizadas individualmente, com a
periodicidade de uma sessão de uma hora por semana, com exceção
das atletas de voleibol, que faziam uma sessão de grupo por semana e,
eventualmente, eram atendidas individualmente. Foi possível identificar,
a partir desta pesquisa, que em um determinado momento da vida, é
comum que ocorra um conflito com relação ao desejo manifesto pelo
esporte. Este conflito pode estar relacionado à ausência de objetivos,
falta de perspectiva no esporte e afastamento do prazer inicialmente
proporcionado pelo esporte. As renúncias que são necessárias para ser
um atleta competitivo também exercem um papel importante na
formação desses conflitos.
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Psicologia do Esporte e jovens tenistas:Relato de uma experiência
Este relato de experiência descreve uma intervenção psicológica realizada junto a uma equipe infanto-juvenil
de tênis. Inicialmente, contextualiza-se de modo sucinto a Psicologia do Esporte enquanto área emergente
de atuação da Psicologia no âmbito brasileiro, ressaltando-se o pequeno número de publicações na área
comparativamente a outras áreas. A seguir são relatadas as intervenções realizadas com atletas, treinadores
e pais. Por fim, discute-se a importância desse tipo de intervenção e a necessidade de que os psicólogos se
apropriem dessa área de atuação, tanto no âmbito da prática profissional quanto da produção de pesquisas.
de tênis. Inicialmente, contextualiza-se de modo sucinto a Psicologia do Esporte enquanto área emergente
de atuação da Psicologia no âmbito brasileiro, ressaltando-se o pequeno número de publicações na área
comparativamente a outras áreas. A seguir são relatadas as intervenções realizadas com atletas, treinadores
e pais. Por fim, discute-se a importância desse tipo de intervenção e a necessidade de que os psicólogos se
apropriem dessa área de atuação, tanto no âmbito da prática profissional quanto da produção de pesquisas.
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SUPORTE PSICOLÓGICO AO ATLETA:UMA NECESSIDADE “TEÓRICA”QUE PRECISA SER APLICADA
RESUMO
Este estudo de cunho bibliográfico, teve como objetivo enfatizar à técnicos e atletas a importância da
preparação e acompanhamento psicológico como meio de controlar agentes estressores e melhoria de autoimagem,
que interferem tanto na performance como no cotidiano do atleta. Justifica-se o tema, em função
das necessidades de um aparato psicológico especializado, aos atletas que estão em constante exposição a
cobranças por parte da torcida, dos patrocinadores, dos colegas, dos familiares e deles próprios; cobranças
estas que, muitas vezes, se ativam de maneira exacerbada prejudicando em muitos casos o desempenho.
Como referencial teórico utilizou-se de livros da área de treinamento esportivo e psicologia do esporte, de
periódicos, de revistas, de anais e de comunicação verbal. Como fator temporal, delimitou-se a produção dos
últimos oito anos. Com base no referencial pesquisado, verificou-se que em se tratando de Brasil, a preparação
psicológica das equipes/atletas encontra-se carente e incipiente, na medida que são poucas as equipes
que possuem assistência sistemática e esta é valorizada. Nota-se, também, que são poucos os estudiosos que
investigam profundamente nesta área, com projetos de prática e teorização das estratégias de atuação.
Este estudo de cunho bibliográfico, teve como objetivo enfatizar à técnicos e atletas a importância da
preparação e acompanhamento psicológico como meio de controlar agentes estressores e melhoria de autoimagem,
que interferem tanto na performance como no cotidiano do atleta. Justifica-se o tema, em função
das necessidades de um aparato psicológico especializado, aos atletas que estão em constante exposição a
cobranças por parte da torcida, dos patrocinadores, dos colegas, dos familiares e deles próprios; cobranças
estas que, muitas vezes, se ativam de maneira exacerbada prejudicando em muitos casos o desempenho.
Como referencial teórico utilizou-se de livros da área de treinamento esportivo e psicologia do esporte, de
periódicos, de revistas, de anais e de comunicação verbal. Como fator temporal, delimitou-se a produção dos
últimos oito anos. Com base no referencial pesquisado, verificou-se que em se tratando de Brasil, a preparação
psicológica das equipes/atletas encontra-se carente e incipiente, na medida que são poucas as equipes
que possuem assistência sistemática e esta é valorizada. Nota-se, também, que são poucos os estudiosos que
investigam profundamente nesta área, com projetos de prática e teorização das estratégias de atuação.
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terça-feira, 17 de novembro de 2009
Psicologia do esporte: apropriando a desapropriação
Este artigo tem como objetivo realizar uma reflexão sobre a Psicologia do Esporte como um novo campo de trabalho para os psicólogos. As áreas de atuação da Psicologia do Esporte, serão apresentadas em conjunto com um histórico de seu surgimento e desenvolvimento. Os problemas enfrentados por esta área também serão explorados.
Este artigo fará uma reflexão a respeito de uma área da Psicologia que encontra-se descoberta no cenário nacional, a Psicologia do Esporte.
A Psicologia do Esporte teve seu início entre final do século XIX, início do século XX (De Rose Junior, 1992). O surgimento de reflexões envolvendo Psicologia e Atividade física se deu a partir de uma demanda do meio esportivo. Em função do alto índice de aperfeiçoamento técnico dos atletas, percebeu-se que haviam atitudes psicológicas que favoreciam alguns atletas, o que motivou o início das investigações dos fenômenos psicológicos relacionados à prática esportiva (Epiphanio, 1997).
No Brasil seu início ocorreu mais tardiamente, na década de 50. Mais precisamente em 1954, com um trabalho realizado para seleção de juizes da Federação Paulista de Futebol. Após este trabalho, o psicólogo João Carvalhaes iniciou, junto ao São Paulo Futebol Clube, o acompanhamento psicológico dos jogadores (Silva, 1984).
O desenvolvimento desta área tem sido muito grande no mundo todo, possibilitando a emergência de mais uma grande área de atuação do psicólogo, como é o caso da Psicologia Clínica Escolar, Organizacional.
Este artigo fará uma reflexão a respeito de uma área da Psicologia que encontra-se descoberta no cenário nacional, a Psicologia do Esporte.
A Psicologia do Esporte teve seu início entre final do século XIX, início do século XX (De Rose Junior, 1992). O surgimento de reflexões envolvendo Psicologia e Atividade física se deu a partir de uma demanda do meio esportivo. Em função do alto índice de aperfeiçoamento técnico dos atletas, percebeu-se que haviam atitudes psicológicas que favoreciam alguns atletas, o que motivou o início das investigações dos fenômenos psicológicos relacionados à prática esportiva (Epiphanio, 1997).
No Brasil seu início ocorreu mais tardiamente, na década de 50. Mais precisamente em 1954, com um trabalho realizado para seleção de juizes da Federação Paulista de Futebol. Após este trabalho, o psicólogo João Carvalhaes iniciou, junto ao São Paulo Futebol Clube, o acompanhamento psicológico dos jogadores (Silva, 1984).
O desenvolvimento desta área tem sido muito grande no mundo todo, possibilitando a emergência de mais uma grande área de atuação do psicólogo, como é o caso da Psicologia Clínica Escolar, Organizacional.
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TÉCNICOS DE FUTEBOL E A PRÁTICA DA PSICOLOGIA NO ESPORTE
Este estudo pretende identificar como os técnicos de futebol significam o trabalho da
psicologia do esporte, procurando entender como esta prática é produzida. Para isso, foi realizada
uma contextualização histórica da Psicologia do Esporte no Brasil, assim como uma discussão a
respeito de sua dinâmica. Utilizamos a metodologia qualitativa, através de entrevistas com cinco
técnicos de clubes profissionais de futebol de Porto Alegre/RS. Para a análise dos dados foi
utilizada a Análise de Conteúdo. Observou-se que a prática parece não condizer com o discurso,
produzido pelos técnicos, de valorização do trabalho da psicologia, visto que esta atuação fica
restrita a uma última alternativa, uma prática corretiva. Os técnicos mostram-se ambivalentes em
relação ao profissional da psicologia, sentindo sua prática ameaçada por esta intervenção. O
psicólogo, nesse contexto, ainda não realiza uma efetiva inserção no meio esportivo, delimitando
seu espaço e a importância de seu trabalho.
psicologia do esporte, procurando entender como esta prática é produzida. Para isso, foi realizada
uma contextualização histórica da Psicologia do Esporte no Brasil, assim como uma discussão a
respeito de sua dinâmica. Utilizamos a metodologia qualitativa, através de entrevistas com cinco
técnicos de clubes profissionais de futebol de Porto Alegre/RS. Para a análise dos dados foi
utilizada a Análise de Conteúdo. Observou-se que a prática parece não condizer com o discurso,
produzido pelos técnicos, de valorização do trabalho da psicologia, visto que esta atuação fica
restrita a uma última alternativa, uma prática corretiva. Os técnicos mostram-se ambivalentes em
relação ao profissional da psicologia, sentindo sua prática ameaçada por esta intervenção. O
psicólogo, nesse contexto, ainda não realiza uma efetiva inserção no meio esportivo, delimitando
seu espaço e a importância de seu trabalho.
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FORTALECENDO VALORES: PERSPECTIVAS DA PSICOLOGIA DO ESPORTE
As interferências externas no esporte têm ganhado
a atenção dos pesquisadores da psicologia do
esporte e do exercício rompendo a visão biológica
dominante. Não devemos ignorar que as dinâmicas
sociais podem alterar os estados emocionais dos
atletas e, conseqüentemente, prejudicar o
rendimento esportivo. Mesmo assim, adotaríamos
uma visão reducionista. Se remetermos nossa
discussão para a interferência e utilização do
fenômeno esportivo, neste caso do futebol, na
reprodução de modelos e valores teremos um
cenário muito mais complexo. A mídia, a escola e a
sociedade devem ser consideradas fatores
eminentemente delineadores dos signos sociais,
valores e papéis sexuais. As dificuldades
encontradas pelos adolescentes em suportar e lidar
com as pressões exercidas por estes agentes nem
sempre são compreendidas, pois o que se espera é
a forja de heróis que possam demonstrar sua
virilidade e masculinidade no campo que consigam
ganhar dinheiro fácil com o futebol e que possam
atuar como estandartes do sucesso nas escolas
particulares, associando educação e esporte de
uma forma que podemos considerar, muitas vezes,
inadequada. No levantamento da literatura utilizada
estes são pontos que resultam, em muitos casos,
em uma formação moral e afetiva comprometida,
originados pela relação intercondutal geralmente
mal estruturadas que vão das pressões pelo
resultado imediato culminando com as trocas
sexuais. Estes são cenários que merecem melhores
olhares e intervenções dos profissionais que atuam
na formação dos atletas.
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A PSICOLOGIA DO ESPORTE NO CONTEXTO DO SISTEMA
O objetivo deste artigo é discutir como se organizou a Psicologia do Esporte,
como está e como se estrutura a especialidade no presente momento, no Brasil.
O presente artigo é uma síntese do trabalho desenvolvido para a conclusão do
curso de especialização em Psicologia do Esporte, em 2005. Como monografia a
metodologia utilizada foi uma revisão bibliográfica sobre a administração esportiva,
bem como documentos do Conselho Regional de Psicologia (CRP-SP) e um
levantamento de publicação de trabalhos científicos dos psicólogos atuantes na
área do esporte através dos congressos: V Congresso Nacional de Psicologia; I
Congresso Brasileiro de Psicologia: Ciência e Profissão; I Congresso Latino
Americano de Psicologia; 30º Congresso interamericano de Psicologia. O ponto
de partida foi pensar em um trabalho que pudesse ser reflexivo. O que se observa
após análise desse material é que ainda é pequeno o número de profissionais
que se identifica com a área, gerado, talvez, pela brevidade da formação, e as
dificuldades de se inserir no mercado de trabalho. Por outro lado, constata-se
que vem havendo um aumento gradativo de participações em congressos e
publicações sobre a Psicologia do Esporte.
Palavras-chave: Psicologia do Esporte no Brasil; exercício profissional;
especialização em Psicologia do Esporte.
como está e como se estrutura a especialidade no presente momento, no Brasil.
O presente artigo é uma síntese do trabalho desenvolvido para a conclusão do
curso de especialização em Psicologia do Esporte, em 2005. Como monografia a
metodologia utilizada foi uma revisão bibliográfica sobre a administração esportiva,
bem como documentos do Conselho Regional de Psicologia (CRP-SP) e um
levantamento de publicação de trabalhos científicos dos psicólogos atuantes na
área do esporte através dos congressos: V Congresso Nacional de Psicologia; I
Congresso Brasileiro de Psicologia: Ciência e Profissão; I Congresso Latino
Americano de Psicologia; 30º Congresso interamericano de Psicologia. O ponto
de partida foi pensar em um trabalho que pudesse ser reflexivo. O que se observa
após análise desse material é que ainda é pequeno o número de profissionais
que se identifica com a área, gerado, talvez, pela brevidade da formação, e as
dificuldades de se inserir no mercado de trabalho. Por outro lado, constata-se
que vem havendo um aumento gradativo de participações em congressos e
publicações sobre a Psicologia do Esporte.
Palavras-chave: Psicologia do Esporte no Brasil; exercício profissional;
especialização em Psicologia do Esporte.
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Entre a psicologia e o esporte: as matrizes teóricas da psicologia e sua aplicação ao esporte
O crescente interesse pela prática da Psicologia do Esporte tem transferido a discussão sobre seus fundamentos teóricos para um plano secundário. Neste ensaio buscou-se percorrer parte da trajetória da Psicologia do Esporte, mais especificamente nas últimas 4 décadas, em busca dos conceitos e referenciais teóricos que sustentam, na atualidade, o pensamento e a prática de profissionais envolvidos com a área, para um entendimento da circunscrição do campo de atuação. Para tanto são discutidas questões como a alocação da Psicologia do Esporte enquanto sub-área das Ciências do Esporte e/ou especialidade da Psicologia e ainda as transformações ocorridas no esporte contemporâneo e seus desdobramentos relacionados ao fenômeno esportivo, meio e finalidade da prática da Psicologia do Esporte.
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A psicologia do esporte: histórico e áreas de atuação e pesquisa
O esporte de rendimento que busca a otimização da performance numa estrutura formal e institucionalizada. Nessa estrutura o psicólogo atua analisando e transformando os determinantes psíquicos que interferem no rendimento do atleta e/ou grupo esportivo.
O esporte escolar que tem por objetivo a formação, norteada por princípios sócio-educativos, preparando seus praticantes para a cidadania e para o lazer. Neste caso, o psicólogo busca compreender e analisar os processos de ensino, educação e socialização inerentes ao esporte e seu reflexo no processo de formação e desenvolvimento da criança, jovem ou adulto praticante.
Já o esporte recreativo visa o bem-estar para todas as pessoas. É praticado voluntariamente e com conexões com os movimentos de educação permanente e com a saúde. O psicólogo, nesse caso, atua na primeira linha de análise do comportamento recreativo de diferentes faixas etárias, classes - sócio econômicas e atuações profissionais em relação a diferentes motivos, interesses e atitudes.
Por fim o esporte de reabilitação desenvolve um trabalho voltado para a prevenção e intervenção em pessoas portadoras de algum tipo de lesão decorrente da prática esportiva, ou não, e também com pessoas portadoras de deficiência física e mental.
O esporte escolar que tem por objetivo a formação, norteada por princípios sócio-educativos, preparando seus praticantes para a cidadania e para o lazer. Neste caso, o psicólogo busca compreender e analisar os processos de ensino, educação e socialização inerentes ao esporte e seu reflexo no processo de formação e desenvolvimento da criança, jovem ou adulto praticante.
Já o esporte recreativo visa o bem-estar para todas as pessoas. É praticado voluntariamente e com conexões com os movimentos de educação permanente e com a saúde. O psicólogo, nesse caso, atua na primeira linha de análise do comportamento recreativo de diferentes faixas etárias, classes - sócio econômicas e atuações profissionais em relação a diferentes motivos, interesses e atitudes.
Por fim o esporte de reabilitação desenvolve um trabalho voltado para a prevenção e intervenção em pessoas portadoras de algum tipo de lesão decorrente da prática esportiva, ou não, e também com pessoas portadoras de deficiência física e mental.
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Ética e compromisso social na psicologia do esporte
A análise do esporte contemporâneo e do papel e da função dos profissionais envolvidos nesse contexto exige uma compreensão da complexa estrutura que levou o espetáculo esportivo a se transformar em um dos principais fenômenos socioculturais contemporâneos. Dentre as muitas questões pertinentes a esse debate, está o limite da busca do rendimento e a relação entre a dimensão do público e do privado na vida dos envolvidos na realização do espetáculo esportivo. A proposta deste ensaio é discutir questões éticas envolvidas na atuação do psicólogo do esporte, apontando a necessidade de superação do entendimento da Psicologia do esporte como uma especialidade que visa apenas e tão somente ao rendimento e à busca da vitória.
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Pensamentos automáticos e ansiedade num grupo de jogadores de futebol de campo
O atleta de futebol experiencia situações estressoras que, interpretadas como
ameaçadoras, podem desencadear respostas de ansiedade. A ansiedade exacerbada existe
nos jogadores com crenças muito rígidas, as quais afetam substancialmente sua percepção das
situações esportivas. O presente estudo tem o objetivo de avaliar a ansiedade no esporte em
equipes de futebol e identificar as crenças e os pensamentos disfuncionais mais comuns apresentados
por esses jogadores. Foram investigadas três equipes de futebol amador. Utilizaramse
os instrumentos: Inventário de Depressão de Beck (BDI) e Inventário de Ansiedade de
Beck (BAI). Verificaram-se 61% de sintomas de ansiedade e 39% de depressão. Os pensamentos
automáticos disfuncionais relatados pelos atletas concentram-se nas concepções
sobre o erro, perfeccionismo e na estrutura do trabalho. Com um plano de atendimento
baseado na abordagem cognitiva comportamental, a Psicologia do Esporte pode ganhar tempo
e dinâmica, auxiliando o atleta a transformar seus pensamentos disfuncionais em pensamentos
racionais que levem a comportamentos mais satisfatórios a ele, à equipe e à torcida
ameaçadoras, podem desencadear respostas de ansiedade. A ansiedade exacerbada existe
nos jogadores com crenças muito rígidas, as quais afetam substancialmente sua percepção das
situações esportivas. O presente estudo tem o objetivo de avaliar a ansiedade no esporte em
equipes de futebol e identificar as crenças e os pensamentos disfuncionais mais comuns apresentados
por esses jogadores. Foram investigadas três equipes de futebol amador. Utilizaramse
os instrumentos: Inventário de Depressão de Beck (BDI) e Inventário de Ansiedade de
Beck (BAI). Verificaram-se 61% de sintomas de ansiedade e 39% de depressão. Os pensamentos
automáticos disfuncionais relatados pelos atletas concentram-se nas concepções
sobre o erro, perfeccionismo e na estrutura do trabalho. Com um plano de atendimento
baseado na abordagem cognitiva comportamental, a Psicologia do Esporte pode ganhar tempo
e dinâmica, auxiliando o atleta a transformar seus pensamentos disfuncionais em pensamentos
racionais que levem a comportamentos mais satisfatórios a ele, à equipe e à torcida
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Psicologia do Esporte No Desenvolvimento Do Papel Profissional De Atleta
Conhecer o percurso da formação de atletas e o desenvolvimento do papel profissional, explicitando e discutindo possíveis contribuições da psicologia do esporte foi objetivo do presente estudo. Foram tomados como metodologia de investigação os preceitos do Psicodrama, a partir da Teoria de Papéis, ao estudar o imaginário sobre `o que é ser atleta' em encontros realizados com três grupos de jovens atletas de uma instituição particular de formação de atletas. Após este levantamento, foram analisadas as diferenças em três momentos do desenvolvimento esportivo (iniciantes na modalidade, praticantes e atletas juvenis), resultando na construção de uma análise da formação do papel profissional de atletas, em que se compreende que as crianças ingressam no contexto esportivo na Fase Role Taking, e ao prosseguirem em instituições de formação de atletas passam pelo Role Playing, culminando com o Role Creating quando chegam às categorias adultas-principais da sua modalidade
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Recortes Da Transição Na Carreira Esportiva
Resumo
A profissão de atleta exige um planejamento que pode começar muito cedo, quando, por exemplo, o iniciante ingressa na escolinha de futebol aos 4 anos de idade. Seus pais e professores já se "pré-ocupam" com sua carreira no esporte. Que consciência os envolvidos neste processo têm das variáveis emocionais, sociais, cognitivas, físicas e motoras participantes das diversas fases e das necessidades para enfrentar cada período de transição? O quanto o atleta está instrumentalizado para lidar com as novas exigências da especialização, profissionalização ou fim de uma carreira que exigiu todo o seu tempo e dedicação?
Os estudos da autora sobre Modelos Psicológicos têm como base a Abordagem de
Sistemas que considera o objeto de pesquisa como um sistema composto de elementos, estrutura, funções e desenvolvimento determinados (Stambulova, 1997a; 1997b; 1999 apud Brandão et al, 2000). A partir da sobreposição destes modelos, a autora elabora o Modelo Estrutural em que se considera a dinâmica dos resultados esportivos juntamente com a dinâmica da evolução do atleta durante a carreira. Para este modelo há direções no desenvolvimento do atleta (motivação, qualidade e estilo) e níveis de determinantes psicológicos (nível operacional - objetivos, processos psíquicos, operações motoras; nível situacional - motivos, estados psíquicos, atividades/comportamento; nível cultural - necessidade, qualidade, estilo).
Fases de transição na carreira esportiva são vividas de maneira diversa pelos atletas. Como observado esta diversidade contribuirá para sua permanência no esporte ou abandono. Ao identificar estas posições e compará-las aos estudos das transições na carreira esportiva, é possível apontar a necessidade de prevenção das dificuldades de enfrentamento destas fases na carreira e de seu encerramento através do apoio ao atleta desde seu ingresso na prática esportiva de rendimento. Para isso, os Modelos de Stambulova (1994) se mostram interessantes por sua abordagem ampla do processo, considerando todas as influências que um atleta pode sofrer.
A profissão de atleta exige um planejamento que pode começar muito cedo, quando, por exemplo, o iniciante ingressa na escolinha de futebol aos 4 anos de idade. Seus pais e professores já se "pré-ocupam" com sua carreira no esporte. Que consciência os envolvidos neste processo têm das variáveis emocionais, sociais, cognitivas, físicas e motoras participantes das diversas fases e das necessidades para enfrentar cada período de transição? O quanto o atleta está instrumentalizado para lidar com as novas exigências da especialização, profissionalização ou fim de uma carreira que exigiu todo o seu tempo e dedicação?
Os estudos da autora sobre Modelos Psicológicos têm como base a Abordagem de
Sistemas que considera o objeto de pesquisa como um sistema composto de elementos, estrutura, funções e desenvolvimento determinados (Stambulova, 1997a; 1997b; 1999 apud Brandão et al, 2000). A partir da sobreposição destes modelos, a autora elabora o Modelo Estrutural em que se considera a dinâmica dos resultados esportivos juntamente com a dinâmica da evolução do atleta durante a carreira. Para este modelo há direções no desenvolvimento do atleta (motivação, qualidade e estilo) e níveis de determinantes psicológicos (nível operacional - objetivos, processos psíquicos, operações motoras; nível situacional - motivos, estados psíquicos, atividades/comportamento; nível cultural - necessidade, qualidade, estilo).
Fases de transição na carreira esportiva são vividas de maneira diversa pelos atletas. Como observado esta diversidade contribuirá para sua permanência no esporte ou abandono. Ao identificar estas posições e compará-las aos estudos das transições na carreira esportiva, é possível apontar a necessidade de prevenção das dificuldades de enfrentamento destas fases na carreira e de seu encerramento através do apoio ao atleta desde seu ingresso na prática esportiva de rendimento. Para isso, os Modelos de Stambulova (1994) se mostram interessantes por sua abordagem ampla do processo, considerando todas as influências que um atleta pode sofrer.
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Estados emocionais de técnicos brasileiros de alto rendimento
RESUMO
Introdução: As disfunções temporomandibulares têm sido objeto de estudo
crescente, no entanto, estão somente relacionadas com a má oclusão bucal,
lesões por contato nos esportes, entre outros. Neste estudo, uma nova visão
das disfunções foi observada, uma vez que a analise eletromiográfica dos
músculos masseteres foi coletada durante o gesto esportivo da rebatida do
baseball, o que pode possibilitar a verificação de possíveis alterações
funcionais das disfunções. Objetivo: Analisar a atividade elétrica do músculo
masseter em atletas de beisebol durante realização do gesto esportivo de
rebatida. Materiais e Métodos: Foram avaliadas 5 atletas de beisebol, sexo
feminino, idade média de 21 anos, selecionadas para a seleção brasileira a
disputar o pan-americano 2007, sem lesões previas ou disfunções
diagnosticadas. Cada atleta realizou 5 repetições do gesto esportivo enquanto
a atividade eletromiográfica dos masseteres eram coletadas com
3
eletromiógrafo. Resultados: Após análise estatística dos dados, foi observado
que as atletas realizam uma contração dos músculos masseteres durante o
gesto esportivo de rebatida estatisticamente significativa com p > 0,5 utilizando
Teste-t. Sendo que duas das cinco atletas avaliadas, apresentaram uma
atividade elétrica do músculo muito diferente da média, sendo uma bem acima
e outra bem abaixo da média do grupo. Conclusão: As atletas realizaram
contração muscular do músculo masseter durante o gesto esportivo e o
desequilíbrio muscular entre os dois músculos masseteres teve uma diferença
significativa, o que em longo prazo pode causar uma disfunção
temporomandibular.
Introdução: As disfunções temporomandibulares têm sido objeto de estudo
crescente, no entanto, estão somente relacionadas com a má oclusão bucal,
lesões por contato nos esportes, entre outros. Neste estudo, uma nova visão
das disfunções foi observada, uma vez que a analise eletromiográfica dos
músculos masseteres foi coletada durante o gesto esportivo da rebatida do
baseball, o que pode possibilitar a verificação de possíveis alterações
funcionais das disfunções. Objetivo: Analisar a atividade elétrica do músculo
masseter em atletas de beisebol durante realização do gesto esportivo de
rebatida. Materiais e Métodos: Foram avaliadas 5 atletas de beisebol, sexo
feminino, idade média de 21 anos, selecionadas para a seleção brasileira a
disputar o pan-americano 2007, sem lesões previas ou disfunções
diagnosticadas. Cada atleta realizou 5 repetições do gesto esportivo enquanto
a atividade eletromiográfica dos masseteres eram coletadas com
3
eletromiógrafo. Resultados: Após análise estatística dos dados, foi observado
que as atletas realizam uma contração dos músculos masseteres durante o
gesto esportivo de rebatida estatisticamente significativa com p > 0,5 utilizando
Teste-t. Sendo que duas das cinco atletas avaliadas, apresentaram uma
atividade elétrica do músculo muito diferente da média, sendo uma bem acima
e outra bem abaixo da média do grupo. Conclusão: As atletas realizaram
contração muscular do músculo masseter durante o gesto esportivo e o
desequilíbrio muscular entre os dois músculos masseteres teve uma diferença
significativa, o que em longo prazo pode causar uma disfunção
temporomandibular.
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Rendimento esportivo ou rendimento humano? O que busca a Psicologia do Esporte?
A Psicologia do Esporte tem se constituído um desafio para a Psicologia mesmo antes de se tornar uma especialidade. Grande parte da produção da Psicologia do Esporte contemporânea tem contribuído para atendimento das necessidades do rendimento esportivo sem se preocupar no que isso implica para o rendimento humano. Este artigo busca questionar por que a Psicologia do Esporte tem caminhado nessa direção e que outro sentido é possível dar a essa produção acadêmica e prática profissional.
A Psicologia do Esporte tem como meio e fim o estudo e a intervenção junto ao ser humano envolvido com a prática de atividade física e esportiva competitiva e não competitiva. Esses estudos podem abarcar os processos de avaliação, as práticas de intervenção ou a análise do comportamento social que se apresenta na situação esportiva a partir da perspectiva de quem pratica ou assiste ao espetáculo (Feliu, 1997; García-Mas, 1997). O rendimento esportivo passa pelo rendimento humano, pelo desenvolvimento das potencialidades individuais e coletivas daqueles que praticam o esporte como profissão e como atividade de tempo livre, não se restringindo a um lapso temporal dentro da vida do sujeito, que o leva a viver o final da carreira como uma morte. Ou seja, para a Psicologia Social do Esporte o rendimento, o bom desempenho e a postura vitoriosa são valorizadas e buscadas não como valores destacados na vida do atleta, mas como elementos de um contexto maior que oferece o suporte necessário para que o papel social de atleta seja desempenhado em sua plenitude.
A Psicologia do Esporte tem como meio e fim o estudo e a intervenção junto ao ser humano envolvido com a prática de atividade física e esportiva competitiva e não competitiva. Esses estudos podem abarcar os processos de avaliação, as práticas de intervenção ou a análise do comportamento social que se apresenta na situação esportiva a partir da perspectiva de quem pratica ou assiste ao espetáculo (Feliu, 1997; García-Mas, 1997). O rendimento esportivo passa pelo rendimento humano, pelo desenvolvimento das potencialidades individuais e coletivas daqueles que praticam o esporte como profissão e como atividade de tempo livre, não se restringindo a um lapso temporal dentro da vida do sujeito, que o leva a viver o final da carreira como uma morte. Ou seja, para a Psicologia Social do Esporte o rendimento, o bom desempenho e a postura vitoriosa são valorizadas e buscadas não como valores destacados na vida do atleta, mas como elementos de um contexto maior que oferece o suporte necessário para que o papel social de atleta seja desempenhado em sua plenitude.
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